Título? Pra que?
Sempre achei que não podia errar. Devia ser sempre
perfeita e ter a resposta certa para tudo. Então, descobri que a vida
não é assim e que quanto mais perfeita tu tenta ser, mas perfeição a vida exige
de ti e o problema é que a perfeição esgota, cansa e enche o saco do pseudo-perfeito.
O fato - que nem é tão fato assim, porque vai saber, né? - é que não
sei o que quero dá vida.
Quero casar e comprar uma bicicleta. Desejo conhecer gente
legal e ouvir histórias emocionantes, mas também quero ficar em casa pensando
em nada, tentando apenas não morrer de tédio. Quero poder trabalhar de noite e
viver de dia, ou vice-versa, dependendo do meu estado de ânimo. Plantar uma
florzinha no jardim quando der vontade e cuidar dela para ela ficar bem mimosa e
vistosa.
Quero escrever “pra” no lugar de “para” só porque tô com
vontade e - se é pra esculachar, vamo nessa - fala e escreve errado sem
medo de ser feliz, pois bota chato ter que estar sempre cuidando o que fala e como se escreve. Não há coisa mais brochante para quem escreve do que o dicionário.


Sabe aquele dia que tu tá afim de fazer as unha, os cabelo,
tudo assim? Misturando plural e singular mesmo? Pois é. Tudo que eu quero é
poder controlar ou não meu dia a dia.
Não ter hora para ir trabalhar e quando estiver trabalhando, fazer a pauta dos sonhos sem muito esforço. Quero poder escrever sobre a fome do mundo – e caracas, eu posso – sem medo de ser feliz ou, no caso, triste, porque esse assunto é triste, mas alguém tem que falar dele.
Quero ser dona de casa daquelas que faz bolinho gostoso para esperar o marido, mas também quero ser uma linda malandrinha que não sente culpa por ficar o dia todo de pernas para o ar. Sabe, o que eu mais quero é poder dizer: alô mundo, não quero mais trabalhar, vo vira madama! Sem ouvir de volta: e vai vive do quê, infeliz?
Não ter hora para ir trabalhar e quando estiver trabalhando, fazer a pauta dos sonhos sem muito esforço. Quero poder escrever sobre a fome do mundo – e caracas, eu posso – sem medo de ser feliz ou, no caso, triste, porque esse assunto é triste, mas alguém tem que falar dele.
Quero ser dona de casa daquelas que faz bolinho gostoso para esperar o marido, mas também quero ser uma linda malandrinha que não sente culpa por ficar o dia todo de pernas para o ar. Sabe, o que eu mais quero é poder dizer: alô mundo, não quero mais trabalhar, vo vira madama! Sem ouvir de volta: e vai vive do quê, infeliz?
Outra coisa. Quem disse que eu tenho que ter planos? Por que eu tenho que ter planos? Onde eu assinei concordando com essa parte? Ah, ok, eu sei. Tenho contas para pagar e etc., blablablá. Pode crer, sei todas as razões que não me permitem chutar o pau da barraca e tals, afinal eu sou a senhorita perfeita, mas vamos combinar: o coisa do demonhio esses desinfeliz dos planos, metas, objetivos. Ugo pra eles!
A real é que ainda não sei como acabar esse texto - escrevi a primeira versão dele lá em 2013. Talvez porque ele não
acabe, simples assim. Para saber isso, só com o tempo e olhe lá. Vai saber o que esse disgramado me
reserva, né? 👌😉
Por Daiane Santos

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